Porque às vezes parece que te enfiaram na segunda-feira cedo dentro de um liqüidificador com pás ultra-afiadas e a nona de Beethoven tocando a todo vapor, em rotação alterada, de trás para frente e com um coral desafinado. Parece que domingo já chegou, mas as 21h de sexta não chegam nem a pau. Mas vai chegar, ora se vai. E as coisas vão entrar nos eixos novamente. E o coral, no andamento certo.
Uma canção que tem muito a ver com meus últimos dias, especialmente com esta terça-feira que se encerra com cara de segunda.
(Essa eu não vi ao vivo, porque eles não tocaram no famoso show em Sorocaba que abriu a turnê do V, citado inclusive naquela biografia do Renato. Eu tava lá e foi do cacete, posso garantir.)
Não é que eu quero pegar no pé dos colegas assessores de imprensa, mas é que hoje tá foda. Depois da pérola do post anterior, acabo de receber o seguinte release. Leiam com atenção e tentem descobrir qual é o maldito esporte que está sendo abordado no texto.
BRASIL LEVA TROFÉU POR EFICIÊNCIA NO LATINO-AMERICANO JUVENIL E INFANTIL DA COLÔMBIA
Resultados obtidos no último dia da competição foram decisivos para conquista do título
O Brasil encerrou com brilhantismo sua participação no Campeonato Latino-Americano que aconteceu na cidade de Cartagenas de Índias, na Colômbia. Nossa seleção ganhou o troféu por eficiência, que representa o título da competição em relação ao desempenho do país. Além de conquistar duas medalha de ouro com os juvenis Masculino e o Feminino, o Brasil também já havia garantido outros dois bronzes nas duplas mistas Jeff/Kátia e Amanda/Danilo. Além de uma prata nas duplas masculinas com Eric Jouti e Jeff Yamada e uma de bronze com Fernando Yamazato e Paulo Rocha. Esses resultados já seriam suficientes para deixar o Brasil em uma boa colocação, mas no último dia de competição Eric Jouti surpreendeu os favoritos e levou mais um ouro. Karin Fukushima e Lívia Mizobuchi também brilharam e conquistaram, respectivamente, ouro e bronze no individual. Feliz por causa do trabalho bem feito e certo de que conseguiu cumprir sua missão, o técnico Lincon Yasuda não se conteve de emoção e fez questão de reiterar que o futuro do esporte brasileiro passa pelas mãos desses atletas que estão iniciando a carreira de forma brilhante e se acostumando a vencer. - Foi uma vitória de grande valor. A diferença de pontos foi apertada porque as medalhas foram bem distribuídas pelos países, mas acabamos levando o troféu eficiência deixando para trás Chile, Peru e Colômbia. Na hora da premiação fiz questão que todos os atletas e o técnico Paulo Camargo subissem comigo no pódio para cantarmos juntos o hino brasileiro. Foi realmente algo emocionante e inesquecível - garantiu Lincon.
Tipo, tudo bem que uma pesquisa no Google pode até resolver, mas digamos que isso vai totalmente contra o princípio de que o assessor serve para ajudar o jornalista. E ele ajuda, como não? No pé, o dileto assessor informa que presta serviços para a Confederação Brasileira de Tênis de Mesa. Então, suponho, que seja um campeonato de tênis de mesa. Mas custava informar isso no título?
GÊMEOS FLÁVIO E GUSTAVO TROCAM DE PERSONALIDADE EM ENSAIO SENSUAL NA REVISTA AIMÉ
É a primeira vez que os gêmeos são fotografados separados. Em um ensaio sensual descontraído, a revista mostra as características do Flávio no irmão Gustavo e vice-versa
Os gêmeos Flávio e Gustavo Mendonça estarão em ensaio sensual na segunda edição da Revista Aimé, publicação diferenciada para o público gay. Como os irmãos são sempre vistos juntos, a Aimé seguiu uma proposta diferente para interagir com o seu leitor: nas bancas terão duas opções de capa – uma com o Flávio e outra com o Gustavo. O público terá que escolher qual deles levará para casa, ou se quiser, leva as duas capas.
E por aí vai. Pouparei os leitores da foto que veio anexa. Jesus amado, para que trabalhar na vida, não? Trouxa sou eu... Claro, nesse caso me refiro aos "gêmeos", cujos méritos na vida são terem nascido gêmeos e passarem 20 horas por dia na academia, desenvolvendo a massa muscular de forma diretamente proprocional à que atrofiam o cérebro. Quanto ao pobre jornalista que é obrigado a lançar um release desses, é nessas horas que eu levanto as mãos e agradeço a Deus pelo meu emprego. Porque estou acostumado a cascatear, mas tudo na vida tem um limite.
Olha, confesso que por muito tempo alimentei esse preconceito, mas depois que o Rubão me mandou os MP3 dos primeiros singles, e eu ouvi com atenção "Arnold Layne" e outras cositas do fim dos anos 60, mudei de opinião. Continuo sem paciência para alguns delírios ciderespaçopsicodélicos de alguns discos, mas acho que a crueza do primeiro registro da banda a torna obrigatória para quem curte o pop rock sem rótulos e discriminações bestas. É verdade que ficou mais interessante ouvir as músicas depois de ler o livro Sgt Pepper´s Lonely Hearts Club Band - Um Ano na Vida dos Beatles e Amigos, que tem um título enganoso e é um tanto quanto prolixo, mas conta detalhes saborosos das aventuras da segunda metade dos anos 60, época em que os Beatles não eram mais os únicos reis da cocada preta e o rock começava a tomar conta de Londres & arredores. É verdade que o livro tem muito menos Beatles do que eu esperava, mas recomendo a leitura. E o vídeo abaixo.
E aqui, em "See Emily Play", o segundo single, Nick Mason preconiza o Iron Bixots Maiden. Pink Floyd é vanguarda, pô.
Vibrei como há muito não vibrava num jogo de basquete com a vitória do Brasil. Tá certo que o time tem alguns momentos sofríveis, uma dificuldade inacreditável de coneguir ir pra cesta no 5 contra 5, depende demais das infiltrações das baixinhas e dos chutes de 3, mas foda-se: ganhar esse jogo e esfregar a vitória na cara da Iziane virou praticamente uma coisa pessoal. Como se não bastasse toda a canalhada que comanda o basquete fora das quadras, de gente sem caráter com a bola nas mãos já basta no masculino, com esses frouxos fazendo boicote velado, sem assumir que não querem trabalhar com um espanhol do qual nunca ninguém ouviu falar. E foi legal ver um time de basquete que, apesar de não jogar lá essas coisas, pelo menos ganha. E não erra lances livres idiotas na hora da decisão, né, seu Barbosa?
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O São Paulo é uma coisa irritante, e é que nem cobra: tem que matar na hora certa. O Flu conseguiu isso na Libertadores, espero que não vacilemos no Brasileiro na hora dos confrontos diretos.
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Bom, acho que ficou claro que o Anão não é técnico nem pra consertar televisão, né? Aliás, o que dizem é que o Jorginho é que é o técnico de fato, que comanda os treinos, manja de tática e quejandos e indica os jogadores para convocação, enquanto o Dunga é mais uma espécie de Rainha da Inglaterra. Bom, seja como for, deu pra ver que nenhum dos dois está à altura do cargo e das exigências. Gente, isso é Seleção Brasileira e Eliminatórias de Copa do Mundo, e não time da Atlética nos Jogos Universitários.
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Eu até acho que faz tempo que a Seleção não tem um padrão tático convincente, que faz uns três ou quatro seguidos de encher os olhos e tal. Mas o que o Dunga conseguiu é um absurdo, comparável aos tempos de Lazaroni, com Uidemar, Vivinho e Washington do Casal 20 naqueles amistosos pré-Copa América de 89, ou Leão mais Leomar, Magno Alves e Ramón na Copa das Confederações de 2001. É um time que não tem uma jogada sequer, e nem dá para apostar nos talentos individuais porque eles não existem - ok, tem o Robinho, mas o que se pode esperar do Mineiro? E do Gilberto Silva, que nesta última temporada só jogou na Copa da Liga? E do Josué, meu Deus, o Josué! Como o Josué pode querer fazer gols pela Seleção, Cristo de Deus!
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Ganhar da Argentina não é das missões mais impossíveis, primeiro porque o Dunga é um sortudo do cacete, segundo porque eles adoram entregar o ouro pra nós, terceiro porque eles também não estão grandes coisas com o Zagallo deles no comando - ou pior, já que o Basile não ganhou nada, então não é bom comparar com Zagallo, estaria mais pra um Otacílio "Chapinha" ou um, por que não?, Lazaroni. Hoje empataram com o vento, ou melhor, o Equador, que conseguiu a façanha de levar de 5 do Brasil do Dunga. E só não perderam porque o Palacio (cabia bem no Palmeiras, hein?) achou um gol numa cagada da defesa aos 48 do segundo tempo. Em casa. Mas que a gente não se iluda: ganhar da Argentina é bom pra situação na tabela, mas vai nos render mais seis meses de Anão no comando.
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E o Cech ontem teve seu dia de Marcos-contra-o-Manchester, mas, pelamordeDeus, como os caras têm a manha de tomar aquele terceiro gol em seguida? Lembrei da Copa Mercosul.
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Hoje a Alemanha leva a vaga em cima do Uruguai deles (geograficamente falando, claro), e acho que eles papam Portugal nas quartas, e o Felipão vai apanhar que nem bode na horta dos coleguinhas lusos - já está apanhando, aliás. E vai cagar um monte, até porque poderá limpar a bunda com as libras esterlinas patrocinadas pelo Abramovich. E pensar que tudo começou no CSA...
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No outro confronto, a Croácia leva a Turquia no bico, até porque vai jogar o grande Rustu, o goleiro-guerreiro-cara-pintada-papador de frangos. Nos outros grupos, a Itália fica com a segunda vaga do Grupo C, e a Suécia no D. Nas quartas, a Itália janta a Espanha com molho ao sugo, enquanto a Holanda passa pela Suécia, mas no aperto. Na semi, Alemanha se vinga da Croácia e a Itália, da Colômbia européia (® Randall). E A Alemanha leva o título. Eventuais alterações no palpite, no decorrer do período.
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Eu já falei "Chupa Iziane!". Não? Então chupa, Iziane! Agir assim, nem se fosse a Hortência! Ainda mais para quem só apresentou jogo pouca coisa melhor que o da Zezé (Ana, vc lembra da Zezé? Jogava no BCN na época da Paula. Era uma grandalhona ruim que só ela, mas segurava bem na defesa graças ao tamanho). Chupa, Iziane.
Faz parte da estratégia de trabalho nas decisões a gente deixar um monte de matérias prontas pra soltar assim que o jogo acaba - e aí acontece de você precisar fazer coisas que fatalmente irão à lata do lixo, visto que é preciso se preparar para todas as possibilidades. Então, ontem eu deixei dois textos prontos falando da conquista corintiana. Nada demais, aliás é um texto bastante medíocre e feito só pra ocupar espaço e dar volume, mas há muito tempo eu não ficava tão feliz e satisfeito por ter trabalhado à toa. Como consegui recuperá-lo aqui na lixeira virtual do sistema, partilho com os leitores a minha alegria.
Com a conquista da Copa do Brasil, o Corinthians se tornou a quarta equipe a vencer o torneio de acesso à Libertadores enquanto disputava a Série B do Brasileiro. A partir de agora, antes mesmo de pensar no torneio sul-americano, a meta é quebrar um incômodo tabu: nenhum dos três times anteriores que alcançou a façanha conseguir subir para a primeira divisão no mesmo ano. O primeiro foi o Criciúma, que venceu a competição em 1991 sob o comando de Luiz Felipe Scolari, com dois empates contra o Grêmio - 1 a 1 no Olímpico, no dia 30 de maio, e 0 a 0 em Criciúma, em 2 de junho. Em março, contudo, o time já havia perdido a chance de chegar à elite: numa Série B com 64 participantes, num ano em que não houve Série C, o time catarinense não passou nem da primeira fase e ficou com uma modesta 35.ª colocação - o campeão Paysandu e o vice Guarani subiram. No segundo semestre, o Criciúma foi campeão catarinense. Em 2004, o Santo André conseguiu o título com uma incrível vitória por 2 a 0 sobre o Flamengo, no Maracanã, depois de um empate por 0 a 0 no Palestra Itália. O técnico era Péricles Chamusca, e o time contava, entre outros jogadores, com o meia Romerito, que disputou a competição pelo Sport. Na Série B, porém, o time não teve sucesso: perdeu 12 pontos pela escalação de jogadores irregulares e acabou apenas na 14.ª posição. No ano seguinte, foi a vez de o Paulista surpreender e conquistar o título em cima do Fluminense, com uma vitória por 2 a 0 em Jundiaí e um empate sem gols no Maracanã. Mas o desempenho na Série B foi péssimo: o time terminou em 16.º lugar e só escapou do rebaixamento na última rodada, com uma vitória por 3 a 2 sobre o Bahia - que acabou caindo. O Corinthians, por enquanto, tem tudo para quebrar a escrita: tem 100% de aproveitamento das primeiras cinco rodadas da Série B, com cinco vitórias, 13 gols marcados e apenas 4 sofridos.
Eu cresci aprendendo a odiar o Corinthians. Desde criança, sempre ouvi que havia uma certa tolerância para com o São Paulo, afinal tinha alguns na família, e que o rival a ser desprezado era o Corinthians. Assim foi, e assim é até hoje. Por mais que eu esteja puto com aquela merda de Sport, é óbvio que eu vou torcer pro Sport na final. Com direito a grito na janela se acontecer a virada - na qual eu não acredito, mas eu também não acreditava no Inter e no Fluminense. Agora, é óbvio que eu respeito o Corinthians. É um grande clube, com uma grande história, uma torcida gigante. Ponto. Respeito, mas fico puto com as vitórias deles, e puto certamente ficarei assistindo ao "Globo Esporte" na quinta-feira com o mais do que provável título deles. Mas o que me deixa puto, mesmo, é essa coisa de que o Corinthians é especial e que ser corintiano é mais (preencha com o que quiser) do que ser torcedor de outros clubes. Pior, de que o corintiano sofre mais, vibra mais, sente mais. Mais o cacete, e arrumo discussão em redação há muito tempo por conta dessa besteirada. Besteirada que acaba inflada por força da mídia. Pegue o "Lance", por exemplo: se nenhum dos três grandes tem notícia boa, a escolha da capa é pelo Corinthians, porque vende mais jornal. Se tem mais torcida, logo dá mais audiência, então a Globo passa mais jogos ao vivo e dá mais minutos no "Globo Esporte". O que neguinho esquece (e é isso que me irritou no texto que o Randall mandou pro Juca) é que o sentimento do torcedor é universal. Quem me garante que a alegria do corintiano por um título é maior do que a minha, palmeirense? Só porque neguinho comprou pacote de um barão pra ir até Recife e ficar sem ingresso, perdendo três dias de trabalho, isso significa que o cara é mais torcedor do que eu - ou que o o Barneschi, por exemplo, que assistiu a 99% dos últimos trocentos jogos do Palmeiras em São Paulo? Não é. E se eles, oh, têm a Democracia, o Casagrande, o Sócrates, o "bando de lôco" e o "não pára" (que, diz a lenda, foi entoado pela primeira vez num estádio no Palestra, no dia da final contra a Ponte), nós temos a Arrancada Heróica, o gol do Romeiro em 59, o Ademir, o jogo no Mineirão contra o Uruguai, o gol do Ronaldo em 74, o gol do Evair em 93, os gols do Euller contra o Flamengo, a Libertadores de 99, o pênalti do Marcelinho que o William adora lembrar. Melhor? Oras, não existe melhor. São sensações maravilhosas, diferentes e incomparáveis. Por isso, o bando de lôco que fique lá na Marginal Sem Número porque eu sou Palmeiras. E dá-lhe Ixpó na quarta-feira!
1. Quando esse time vai parar de comemorar o título paulista e começar a jogar bola de verdade?
2. Luxa, porta da rua é serventia da casa. Se a proposta do Lyon é gorda, paga a multa, tchau e bença, obrigado pelo Paulistão e segue sua vida. Agora, se é pra ficar, que seja pra valer, e não sentado no banco com cara de bosta. O mesmo se aplica a uma meia-dúzia de jogadores que não vale a pena citar (até porque, se for citar no duro, não sobra um).
3. Esse time do Sport é tão chato e nojento e cheio de nhe-nhe-nhém e frufru que quase dá vontade de torcer pro Corinthans quarta-feira. Quase.
4. Por que quando não aparece um Atlético Mineiro no nosso caminho a uma hora dessas?
O sumiço daqui nos últimos dias tem a ver com o excesso de trabalho, um pouco de preguiça para concatenar as idéias e a descoberta de uma nova ferramenta para distribuir os palpites internet afora: o Twitter. Eu tinha feito o cadastro um tempo atrás mas levei um tempo para entender a idéia. E fui descobrindo que, apesar das limitações de 140 caracteres, o microblog é uma ferramenta do cacete para você expor suas idéias sem precisar concatená-las, para dar seu pitaco sem precisar da disciplina de um blog - ainda mais no meu caso, eu que às vezes levo um dia inteiro pra escrever um post e sou meio ranzinza quanto ao conteúdo e um tanto ranzinza sobre a forma. Então, nada melhor que um espaço como esse. Claro que eu podia colocar esses microposts aqui, mas se nego já não comenta um texto por dia (e suspeito que não lê, pelo menos é o que dizem as estatísticas do Sitemeter), que dirá se eu começar a escrever 50 vezes por dia... O lado ruim é que um microblog é algo que incentiva a logorréia digital, ou seja, aquela história de que tem gente demais escrevendo, e que vai ficar mais difícil de filtrar, que incentiva as pessoas a escrever pouco e, por extensão, a ler pouco, que o sujeito não pensa antes de escrever. Entre prós e contras, por enquanto acho que o Twitter tá ganhando. Vamos conferir no que isso vai dar.
Parece bizarro, mas a CBF e seu lugar-tenente, o Anão, estão dispostos a queimar ninguém menos que o melhor jogador do mundo. O corte de Kaká anunciado hoje é uma atitude patética e, além de tudo, um fiasco na tentativa de se mostrar verossímil. A justificativa é de que o Milan só liberou Kaká para treinar no dia 10, e aí não adiantava mais, porque ele não teria tempo de se recuperar e blablabla. Oras, se a Seleção volta ao Brasil no sábado de manhã, depois de conseguir mais uma épica vitória contra a fortíssima Venezuela em Boston, e vamos supor que os jogadores tenham o domingo de folga e se reapresentem na segunda-feira, no começo da tarde - ou seja, na pior das hipóteses, ele perderia no máximo um treino bosta, aquelas corridinhas ridículas em volta do campo. Some-se isso às alfinetadas que o Dunga vem dando no Kaká durante as entrevistas, aquele papinho ultraescroto de "se dedicar mais à Seleção", "amor à Amarelinha" e talecoisa, e pronto: é óbvio que estão queimando o cara. A idéia é ganhar de Paraguai e Argentina sem ele, ganhar o ouro olímpico sem ele e mostrar com aquele patético ar de superioridade que a "Amarelinha" é maior que ele. Não que eu seja um grande fã do Kaká, mas acho que até o Randall concorda que abrir mão dele hoje é burrice. E nem é tanto uma questão tática ou técnica ou física, e sim de caráter: estão cobrando do cara uma responsabilidade que não é dele, e queimando o filme dele sem dar nem a chance de se defender. Como indisciplinado convicto que sou, não hesitarei em torcer contra o Brasil nos próximos jogos das Eliminatórias. Na Olimpíada ainda vá lá, tem a história do ouro inédito, mas o risco de não ir à Copa do Mundo é inferior a zero e duas derrotas nos próximos dois jogos não vão custar nada, apenas belas dores de cabeça ao anão. Que, ao convocar o Hernanes para o lugar no Kaká, deixa a dúvida: ou é uma besta quadrada, que acha que os dois têm características semelhantes, ou é um retranqueiro da porra, que vai encher o time de volantes pra arrumar um empate em Assunção e ganhar de 1 a 0 chorado no Mineirão. Seja qual for seu palpite, o resultado é o mesmo: fora Dunga, volta Felipão. A Seleção Brasileira definitivamente não merecia isso.
Edmundo disse adeus à bola hoje. Careca, abatido, triste por mais uma vez não ter conseguido dizer não à vontade de encarar as coisas de frente, bater a mão no peito, dizer que "eu resolvo" e... não resolver. Já tinha feito o suficiente: marcado o segundo gol como um verdadeiro matador e levado a disputa para os pênaltis. É verdade que, no fim das contas, ele não teria como fugir da raia se a coisa se estendesse, até porque o Vasco teve um cara expulso. Mas não faz parte da personalidade do Animal fugir da raia. Ele jamais poderia ver uma decisão por pênaltis lá de trás sem deixar sua marca. Foi assim ano passado, contra o Ipatinga, quando ele poderia ter nos dado a vitória, mas errou, depois o Diego catou o pênalti e o bandeira roubou a gente e o resultado final nós já sabemos e não conseguimos esquecer, infelizmente. Ontem, como se fosse para minimizar a possibilidade de erro (bom, pelo menos foi isso o que eu pensei), ele bateu o primeiro pênalti do Vasco contra o Sport. Se errasse, talvez o Lopes tenha pensado num momento de lucidez, haveria chance de solução nas cobranças seguintes - o que não foi possível, por exemplo, no Mundial de 2000. Mas não adinatou: Tiago não pegou nenhum pênalti e lá se foi o Sport de Nelsete Baptista na final, e o Vascão sem ter nem a chance de ser vice de novo. E dessa vez o Animal, aos 37 anos completados no mês passado, não agüentou. Decidiu pedir a conta, pendurar as chuteiras. Eurico deu nó, vociferou, entrou ao vivo no SporTV dizendo que Edmundo não ia parar porra nenhuma, que ainda tem contrato a cumprir e o escambau a quatro. Eu até acho que ele vai acabar jogando mais um pouco, pelo menos até o fim do primeiro turno, e depois desistir de vez. Uma pena que tenha que ser assim. Torço para que ele se recupere, para que o Vasco faça um Brasileirão digno, que ele marque gols e possa deixar outra imagem. O Animal que fez tanta gente feliz, seja com a Cruz de Malta, seja com o manto palestrino, não pode ter um adeus tão melancólico. O mínimo que ele merecia era um amistoso festivo Palmeiras x Vasco, jogando meio tempo por cada um, Palestra Itália lotado, e a torcida o saudando como merece: "Au, au, au, Edmundo é animal!" Por enquanto, meu caro Edmundo, fica apenas meu muito obrigado.
Olha, eu sei que o julgamento da história das células-tronco no Supremo é uma coisa importante pra cacete, que pode definir os rumos da ciência no Brasil e por aí vai. Mas, porra, podiam poupar a gente da tranmissão ao vivo em todos os canais de notícias, né? Porque esse juridiquês aí, tá mais fácil entender os coreanos do Bom Retiro... E consegue ser mais chato que um filme iraniano, dublado em esquimó e com legendas em servo-croata. Será que a sala de imprensa lá do Supremo tem colchão? Tem repórter que deve estar precisando de uma soneca ali, ô se tem.
O domingão promete, com concurso às 9 da manhã e trabalho em dois lugares a partir da tarde, das 2 até a hora em que fechar. Sempre fecha, mas sacumé. O lado bom é que o concurso, para oficial de comunicação da Câmara Municipal de Sorocaba, será "em casa": o prédio da digníssima ETE Fernando Prestes, onde passei três grandes anos da minha vida. Não estou alimentando grandes esperanças, porque a concorrência é das bravas: 534 picar..., digo, jornalistas para 4 vagas. Vários medalhões da imprensa sorocabana prometem estar na prova, mas eu evito pensar em maracutaia, acho que a coisa será honesta. E acho que tenho boas chances, pois, como diz um dos 457 clichês do jornalismo esportivo, "as recordações do campo de jogo são boas". Afinal, antes de freqüentar a escola, tive de passar por um vestibulinho. Que foi realizado lá mesmo, no sábado, 5 de dezembro de 1992, e me fez perder o primeiro tempo de Palmeiras e São Paulo, primeiro jogo da final do Paulistão. Aquela, em que apanhamos na ida, ficamos aqui treinando enquanto elas cruzavam o mundo para bater no Barcelona e apanhamos de novo na volta. Se o Palmeiras se deu mal naquela tarde, eu não tenho do que reclamar: já contei aqui que fiquei em primeiro lugar entre os 800 e sei lá tantos candidatos - eram 80 vagas e a meta era ficar entre os 40, para poder escolher entre estudar à tarde ou de manhã. No dia em que saiu o resultado, lá em janeiro, fui com um colega da escola anterior conferir e tinha um bolo de gente. Resolvi esperar um pouco, mas o cara se infiltrou ali e fez questão de berrar para todo mundo: "Aí, Luisão, ficou em primeiro lugar! Seu CDF!" Era uma época em que as pessoas basicamente me chamavam de "Luís", o que nunca me agradou muito, ainda que fosse melhor do que ser chamado de "Gordo" ou de "Dumbo", sem dúvida. E era uma época em que eu de fato era CDF, primeiro aluno da classe e talecoisa, mas confesso que nunca fiz a menor questão desse reconhecimento público - ele, aliás, não passou. O problema é que foi nessa mesma escola que, de CDF, eu me tornei um péssimo aluno. Daqueles que era raro encontrar dentro da classe, em aula; depois de um mês como professor meu pai se ligou que era mais frutífero procurar no pátio, jogando truco, ou na quadra, como um dos piores goleiros que já se postou diante de uma trave. Ainda que as notas fossem sempre A e B, com no máximo um C reservado para biologia. Dali para a faculdade é que a coisa piorou, com reprovações e pentelhações adjacentes. Domingo um Fernando bem diferente daquele Luis de 1992 se sentará naquelas mesmas carteiras para fazer uma espécie de vestibulinho, versão ampliada e mais definitiva. Confesso que pela logística seria bem mais fácil fazer a prova para motorista, que será no campus Trujillo da Uniso, a 300 metros de casa. Mas o ambiente pode ajudar no resultado, então é esperar para ver - e que Deus ajude.
Desde quando uma caixa de som tocando os forrós mais lazarentos do momento é garantia de vendas? Pois o infeliz que montou uma loja de móveis populares bem em frente ao consultório deve achar que vai atrair gente para seu estabelecimento com essa inovadora técnica de mercado. Confesso que não ligaria tanto se fossem músicas que me agradassem, em vez do forró ou do sertanejo da hora. Já a Camila é bem mais sensível nesse ponto, afinal precisa de concentração para fazer trabalhos manuais de sintonia fina - não deve ser fácil enfiar uma lima de 0,2 cm no dente de alguém -, sem contar que ela já não é a maior fã de música da face da Terra. Pode ser também que o cara queira apenas irritar a vizinhança. Ou então ele gosta muito de mim, tanto que espera todos os dias pelo momento em que eu vou atravessar a rua e pedir para, pelo amor de Deus, abaixar o maldito som porque ela não consegue trabalhar com o barulho. Bom, se algum dia os jornais publicarem uma manchete do tipo "Dentista e jornalista atiram bomba em loja de móveis na Zona Norte", saibam desde lá que foi por legítima defesa. Dos nossos ouvidos.
Nada melhor que começar um feriado com as coisas postas nos seus devidos lugares - sim, eu não apostava 30 centavos no Fluminense e continuo não apostando, mas eles já fizeram o que precisavam, cumpriram o dever cívico e podem virar a mesa mais 30 vezes que está tudo certo.
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E eu não sabia que tinha tanto torcedor do Fluminense em Sorocaba, tamanha a quantidade de rojões que eu ouvi.
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Pra terminar: nada mais bonito do que ver o São Paulo sendo eliminado com um gol que representou sua ÚNICA jogada em todo o semestre. Futebol-arte...
Em 2002, quando eu fiz uma entrevista para entrar na Folha, uma das perguntas de um extenso e estúpido questionário era algo do tipo: "Qual sua opinião a respeito do jornalismo online? Entre dar uma informação rápida e não muito confiável ou esperar mais e dar correto, qual sua preferência?" Novato, eu tasquei alguma coisa como "Colocar o mais rápido possível a informação mais confiável que se conseguir apurar". Acho que convenci, porque fui contratado - embora o questionário só faltasse perguntar qual a cor da cueca que eu estava usando. Bom, o dia de ontem foi uma lição ao vivo, em cores, via satélite e por banda larga, de como não se praticar jornalismo. Uma resposta na prática: "Antes de noticiar algo, é melhor apurar bem para não fazer merda". "Merda", no caso, pode ser definida assim: "Como transformar mais um acidente aéreo gravíssimo em um reles incêndio numa loja de colchões". Poxa, o Fausto me lembrou sobre como foi no ano passado, no acidente da TAM: os caras levaram quase uma hora até confirmar que era um avião, falando primeiro em incêndio, depois em possibilidade de choque, até divulgar que era de fato um avião que não tinha conseguido pousar e bateu no prédio (eu estava de olho no Pan e confesso que não me lembro com detalhes). Aí, ontem, um ixpéirrrto de um repórter "descobriu" tudo, sabe-se lá de que forma (segundo o Daniel Castro, só para assinantes, parece ter sido um engano da Defesa Civil), e não teve dúvidas: Globonews ao vivo com fumaça na tela, tarja escrito "Avião da Pantanal cai" e aí já tinha o prefixo do avião, a empresa, o número do vôo e até o nome da mulher com a qual o piloto perdeu a virgindade. E as outras emissoras de notícias citando, e depois todos os portais colocando notas apressadas, sem a mínima informação, com "Avião cai" e etc. E deputado sorocabano, que orgulho!, pagando mico em rede nacional e ganhando uma chance de alfinetar o governo. Para, dez minutos depois, virar um incêndio na loja de colchões. Vergonha total - alheia, porque não é minha editoria e lá na Agência a gente esperou um pouco e evitou o mico, mas ainda assim vergonha da profissão como um todo. Não dá para saber o que é mais patético: se a Globonews insistir em manter o caso no ar, entrevistando até uma tiazinha surda e caquética, ou o desespero pela velocidade da informação que deve ter acontecido em todas as redações. E tome editor gritando "Precisa mudar a home". Para correr e tentar esconder o mico depois - afinal, nem sempre o cache funciona e, com sorte, todo mundo pode dizer "Ninguém viu" e depois alegar "Nós não demos". Espero que o incidente sirva para a classe, como um todo, repensar: será que a necessidade de informação é tão urgente a ponto de você arriscar a dar uma matéria toda errada e ter de ficar se explicando depois? Não é falta de responsabilidade entrar rachando com uma bomba e deixar um monte de gente, como o Randall, nervosa, irritada e preocupada, sem a menor necessidade? Para mim, não vale a pena arriscar a credibilidade em nome da velocidade. Espero que, depois de ontem, os repórteres e especialmente os editores pensem um pouco mais dessa forma. E que o incêndio de ontem continue sendo a barriga do século por mais tempo.
Antes que o busão vá embora: o Corinthians poderia ter vencido, feito uns 3 a 0 no primeiro tempo; não achei que foi pênalti, mas até o Carlos Gatoberto admitiu, então rendo-me; e o choro do Mano contra o Luxa foi patético. Patético. Como se o Cuca estivesse esperando as dicas do Luxa no "Arena SporTV" pra montar o Chorafogo. E mesmo com esse 2 a 1, ainda aposto no Corinthians, porque esse time do Botafogo é tão confiável quanto o do Fluminense: não aposto nem 30 centavos. E amanhã, dá Sport, São Paulo e Boca. Cobrem-me à noite.
Eu até acho que seria vergonhoso para os times de Sorocaba subirem desse jeito no tapetão, afinal de contas poderiam ter feito os resultados para subir em campo e armado a própria marmelada no CIC aquele dia, em vez de chorar pela marmelada alheia. Mas a decisão do TJD conseguiu ser ainda mais estapafúrdia que o chororô que veio da Manchester Paulista: quer dizer que o cara é condenado por um ato ilícito e a pena é ter a oportunidade de cometer outro ato? É mais ou menos assim: o cara assalta R$ 100 mil num banco. Aí ele é condenado a voltar ao banco para devolver o dinheiro e tentar cometer outro assalto, desta vez sem ser pego. Agora, mais ridículo ainda é o pessoal da rádio ficar batendo boca com cartola, e transformar isso num verdadeiro Cidade x Cidade, sendo que eu mal sei direito onde Itápolis fica e estou realmente cagando e andando para eles, para o Oeste e todo o resto. Definitivamente, deviam começar a ensinar a disciplina Postura nas aulas de jornalismo...
A incrível entrevista que o Fausto fez com a Leila Lopes, que sumiu do mapa, fez um filme pornô e, com a cara-de-pau mais lavada do mundo, se mostra mais puritana que um republicano do Texas.
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Os hilários textos do camarada Ruy Goiaba, o reaça mais engraçado do jornalismo nacional.
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As sensatas análises do Doria e do Alon sobre a crise ambiental, demissão da Marina, ocupação da Amazônia e algo além das lorotas que se lê nos jornais diários, que se limitam às picuinhas Fla-Fluzísticas da política e deixam para trás o que é importante.
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E o Palmeiras? Começamos mal, melhoramos um pouco, mas um jogo como o de domingo, com dois a mais, era para ter feito pelo menos mais um gol, para ajudar no saldo e evitar sofrimentos desnecessários aos 40 minutos do segundo tempo. Mas tudo bem, afinal já dizia o sábio Picerni que "o que importa é os três ponto" (sic).
Se o Ronaldo tem mais ou menos a minha altura, e toda essa pança que vemos nas imagens acima, é óbvio que nem por um cacete ele está com 95 quilos. Porra, se eu estou com menos barriga e ando variando entre 105 e 107 quilos, no mínimo ele está igual. No mínimo. Ou a culpa é dos meus ossos largos?
Melhor nem falar nada. Até porque, se eu for fazer um histórico do Palmeiras em 11 de maio, é chumbo atrás de chumbo. (Vou dar uma olhada no Almanaque e confirmo isso depois.) Mas a primeira rodada não muda em nada meus palpites. E agora dá licença de eu ir vomitar porque vai começar a entrevista da mãe da menina. Saca "Brilho Eterno de Uma Mente sem Lembranças"? Taí, é isso que eu queria que acontecesse com esse caso na minha vida. Deus me livre.
O Palmeiras vai lutar pelo título, finalmente. Não sei se leva - pode ser, mas também pode não ser se a Traffic despachar todo mundo pra Zoropa em julho, o que eu acho, e tenho lá meus motivos pra acreditar, que não deve acontecer. Óbvio que um ou dois vão sair, mas não vai ser aquele desmanche pós-derrota pro Manchester, quando num dia tínhamos Paulo Nunes, Oséas e Evair como opção para o ataque, e no outro dia o Felipão olhou para o campo e viu Euller, Pena e Basílio.
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O Cruzeiro chega forte, assim como o Inter. Queria esse tal de Ramires no Palmeiras, aliás. O São Paulo também vai brigar - eu achava que o time tinha virado o fio, mas aquela vitória de quarta, ainda que o futebol de novo não tenha sido dos melhores, me deixou a impressão de uma coisa simbólica de virada, de ressurreição. Quero só ver como ficarão os fãs do futebol-arte vendo o Tricolor ficando cada vez menos parecido com o time do Telê, e mais parecido com aquele São Paulo dos anos 70, de Chicão, Teodoro, Forlán e Dario Pereyra quebrando tudo lá atrás e títulos conquistados com 1 a 0 e 0 a 0.
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(Que fique claro, aliás. "Futebol-arte do time do Telê" é meio que uma falácia. Óbvio que aquele time era bom, mas o melhor São Paulo que eu vi jogar nos meus 30 anos de vida foi aquele de 85-87, que tinha craques como Muller e Pita, coadjuvantes de alto nível, como o Silas e o porra-louca do Sidney, e o gênio Carecone com a 9. O time do Telê fez alguns belos jogos em 92/93, lembro que eles nos esmagaram naquela final de Paulistão com direito a viagem a Tóquio no meio, mas o único craque ali era o Raí, e ainda é uma definição discutível (e nós tínhamos o Toninho na zaga). Isso sem contar que o time de 91 foi campeão brasileiro com Ronaldão jogando de volante na decisão, fechando o ferrolho com o Bernardo. E na segunda final de Tóquio o "mestre" escalou o time com três volantes, sendo que dois deles eram o Dinho e o Doriva, que não servem pra engraxar a chuteira do Pierre. Então, calma lá.)
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(Que fique claro 2, aliás, que os saudosistas adoram delirar com o futebol dos anos 70, mas teve uma fase ali, entre o fim da geração do tri, Pelé/Gerson/Tostão, e o estouro do Zico, que era de lascar, hein? O que tem de 0 a 0 e de brutamontes naqueles idos de 74 a 77 é foda. Eu não vi, óbvio, mas as referências não são das melhores. Então, calma lá, Calazanistas e Renatomauriciopradistas.)
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Eu não acredito no Flamengo, nem no Fluminense, muito menos no Botafogo. E não acho que o Vasco vai cair, até porque o Lopes vai armar aquela retranca e escalar até o Eurico no gol. Um ou dois dos cariocas podem até pintar na briga pela Libertadores, mas não palpito nenhum deles como candidato ao título. A Sul-Americana de 2009 é que vai estar cheia de cariocas.
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O Galo vai fazer um centennial championship patético. O Geninho cai antes da metade do primeiro turno, e o Pet não chega ao segundo. Não caem de novo, mas vai ser feiúdo.
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Da série "coisas que eu não entendo": o abre que chega de Porto Alegre diz que "o Grêmio estréia sob risco de crise", e uma derrota contra o São Paulo, amanhã, no Jardim Leonor, pode derrubar o Roth. Ou seja: a diretoria teve um mês para reformular o time, mandar o técnico embora e trazer outro, contratar etc. O grande reforço deles é o Makelele, aquele que passou um ano sem acertar a bola no gol com a camisa do Palmeiras, e neguinho vem dizer que o técnico pode cair se perder na estréia? Devem estar com saudades da Série B.
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O Sport vai encher o saco, tirar pelo menos 2 pontos importantes do Palmeiras (quiçá 3 ou 4), mas não vai chegar a lugar nenhum, de novo. Caem o Náutico, a Lusa, o Vitória e o Ipatinga, maldito sejam o Ipatinga e aquele bandeirinha safado e o Edmilson bunda grande que entregou o segundo gol no primeiro jogo e o frouxo do Caio Júnior. Aliás, a gente podia enfiar uns 9 no Ipatinga pra pagar por aquela noite de Quinta-Feira Santa.
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Palpite seco? Tá bom: o campeão vai ser o Palmeiras - com um tanto de razão e, claro, outro de paixão. Aliás, olhei agora na tabela: Palmeiras x Ipatinga, no Palestra, é na 36ª rodada. Jogo ideal para garantir o título, duas rodadas de antecedência como o Cruzeiro-03 e o SPFW-06. Já pensou?
Será que as pessoas perderam a noção do ridículo? Poxa, tudo bem que o caso desperte comoção, e vá lá que o Datrena (quem lembra?) ficar esbravejando contra a prisão especial para quem é universitário já faz parte do folclore dos programas trash, mas é realmente necessário gastar segundos preciosos de TV com informações do tipo: "Alexandre Nardoni recebeu seu café da manhã: café com leite e pão com manteiga"? Tem horas que dá vontade de pegar o diploma e jogar embaixo do cachorro.
NO HOUAISS: Mistura, reunião ou ajuntamento de elementos diferentes ou heterogêneos, que formam um todo.
AQUI: música, futebol, palpites sobre tecnologia e o futuro, além de mau humor. Bastante mau humor.
EU: Fernando Cesarotti, 30 anos, casado com Camila, filho de Sergio e Inês. Brasileiro, jornalista, palmeirense, jogador de vôlei e músico frustrado, chato, ranzinza e proibido de acessar o Orkut no trabalho.